segunda-feira, 11 de abril de 2011

P29BR 29ER PREVIEW / Chegando a nova 29er em carbono da Trigon

Um sinônimo de qualidade em fibra de carbono, aposta agora suas fichas nas rodonas.


A tradicional fabricante, especialista em fibra de carbono, decidiu mergulhar fundo no universo das 29ers. A partir do início do segundo semestre deste ano estará disponível comercialmente o novo quadro Trigon MQC-10 29er totalmente construído em fibra de carbono. O
P29BR apresenta agora com exclusividade a primeira foto do modelo se encontra em fase final de testes e se destaca por suas linhas curvas, head tube conificado e um robusto downtube, sem falar no visual caprichado.

As novidades para os amantes das rodonas não param por aí. Também para o segundo semestre está confirmado um novo jogo de rodas aro 29 polegadas igualmente em carbono que promete bater recorde em termos de leveza e rigidez. Para fechar o pacote, guidões flat e riser com 700mm de largura.

Segundo a Pro Biker, a representante da Trigon para nosso país, todos esses novos produtos serão de fato importados e estarão à disposição dos consumidores brasileiros tão logo sejam oficialmente lançados.


Keep 29eriding!


sexta-feira, 8 de abril de 2011

As mulheres e a bicicleta


 
 
Em 1878 surgiam as primeiras bicicletas nos Estados Unidos,  não demorou muito para a novidade conquistar as mulheres.
Nos tempos modernos, temos roupas apropriadas para praticar o ciclismo, o que facilita bastante na hora de pilotar porém, antigamente algumas dificuldades surgiram para as primeiras mulheres tentaram andar de bicicleta.


Pense como seria complicado pedalar usando um volumoso e pesado vestido, espartilho,  e outros adereços da época.
Mesmo assim, o traje não intimidou as mulheres a arriscarem umas pedaladas no novo veículo, no entanto,  não demorou muito para os ditos especialistas e médicos, se atreverem a dizer que andar de bicicleta não era uma boa idéia para as pessoas do sexo feminino. Segundo eles,  um dispositivo mecânico não seria saudável para a mulher, delicada e frágil, utilizando o seu tipo de vestimenta.
Na história da desigualdade feminina em que, quase tudo era coisa pra “macho”, a bicicleta também foi uma conquista, pois a invenção seria um instrumento que lhe daria autonomia e independência.
Com a ajuda da bicicleta, a mulher poderia se locomover, sem a dependência dos homens.
A bicicleta significava liberdade uma transição do espartilho para os calções.

Ciclista em 1895

Em 1894, as mulheres já estavam com uma moda adaptada para também desfrutar desse veículo de duas rodas. A indústria da moda não perdeu tempo e, interessados em faturar com o novo público, lançou em várias revistas, roupas adequadas para andar de bicicleta e preservar a saúde e beleza das ladies. Desde então, os trajes de ciclistas vem se adaptando conforme as necessidades dos tempos modernos.


Andar de bicicleta também faz parte das lutas e vitórias, em que as mulheres tiveram que conquistar.
Parabéns para nós mulheres !

Susan Antonny com sua bicicleta em 1896


Adaptação feita nos vestidos para facilitar as pedaladas


Mulheres mensageiras do serviço Nacional, vestindo algo mais confortável para pedalar


Artigo  por Kristine Domenici (Krika)
Referências:
- The Ladies Standard Magazine, April 1894, p. 98.
- The Bicycle Empowered Women
- History of the Bicycle ( Wikipedia)
- Women History /Women Bicycle Fashion

Bocaberta 

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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cape Epic 2011 uma experiência cega.



Acabou mais uma Cape Epic. Missão dada, missão cumprida, saí do Brasil com o objetivo de realizar esta epopéia de tandem com o meu parceiro de equipe Adauto Belli deficiente visual. Agora no avião, com o resto que sobrou de mim, avalio esta façanha. Normalmente quando termino uma prova longa tudo é esquecido logo após cruzar a chegada, mas desta vez não sai o cansaço do meu corpo nem de minha mente os inúmeros segundos de força, medo, respeito e alegrias, não tem como descrever o que vivi com Adauto na Tandem da RC BIKES nestes últimos 8 dias pela África. Minha sensação é que teria de dar uma volta ao mundo de avião para descrever o que vivi e acho que isso se transformaria em um livro de tantos momentos épicos , descidas a mais de 70 kh segurando em meus braços uma bike com mais de 3 metros, 140 quilos e levando atrs uma pessoa cega . Não tinha nem como imaginar correr o risco de uma queda, pois seria algo impossível, a tenção é enorme ao mesmo tempo relatando o que vinha pela frente, quando momentos como esse terminava, vinha as enormes subidas onde a força necessária para vencer os 14000 metros de ascensão que percorremos, é surreal.

Nossos últimos três dias de prova então foram além da emoção, em uma das ultimas etapas nossa amiga Raquel sofreu um acidente e paramos para a socorrer, antes disso já tínhamos tido dois furos e estávamos atrasados mas isso não era motivo para passar reto e ali fiquei com meu parceiro cego e a Raquel completamente ensangüentada e aquela bike enorme e os outros bikers descendo a milhão, tinha de olhar três ações ao mesmo tempo, ficar de olho no Adauto, acudir a Raquel e ter o cuidado de não sermos atropelados pelos bikes descendo em alta velocidade, que sufoco... mas os médicos chegaram e fomos para a segunda área de apoio da etapa, onde a Raquel estando gravemente acidentada deu um shown de boa disposição e humor e mesmo estando naquela situação debilitada, o seu humor prevalecia e eu vivendo todo aquilo em loco, minha cabeça não parava de processar o que estava ocorrendo: piloto de tandem, apoio de cego, fazendo resgate, tradutor, e tudo isso acontecendo e o relógio correndo, após tudo ficar certo e os médicos decidirem levar a Raquel para o hospital, encaixamos nossas sapatilhas e partimos de novo e o tempo ia passando e eu me perguntava em silencio se iríamos conseguir chegar antes do tempo limite de prova, recebemos a primeira informação faltando 30 km que estava apertado o nosso tempo e começamos a fazer uma força para alem do natural, chegamos na placa de 10 km para chegada já exaustos e uma outra informação veio que estávamos em cima do muro para sermos cortados. Iniciamos então uma verdadeira batalha entre nós mesmos, os dois gemíamos a cada pedalada, o percurso ia ficando mais complicado, entre a dor e a força e o sonho com uma estrada aberta para podermos acelerar a tandem e a realidade era de um piso de areia com calombos que a bike não acelerava de forma alguma, finalmente entramos no singletrack e escutamos o som da área e comentarista dizendo que faltava 43 segundos para o corte, ai não pedalamos, literalmente nos matamos por um single com uma tandem, saímos de uma curva entramos no gramado e o pórtico de chegada estava ali a poucos metros, o locutor e umas boas centenas de pessoas começaram uma contagem regressiva 10,9,8 e nós dois cegamente levantamos na tandem e iniciamos um sprint que não era natural e cruzamos a chegada.no último segundo .A emoção era geral crianças, adultos choravam a pele estava arrepiada de tanta emoção, e nos abraçamos pela conquista pessoal e de equipe inexplicável que tínhamos vivido neste dia, para nossa surpresa o fiscal da UCI caminhou para nós com o alicate na mão e cortou nosso numeral, mas instantaneamente me olhou nos olhos e comentou: sei o que fizeram lá atrás , mas tenho de seguir o protocolo entrem com recurso e tudo será resolvido e assim foi a UCI mostrou que alem de competição primeiro esta o lado humano em ajudar o próximo nossas placas foram devolvidas e nessa noite comemoramos com um bom vinho tinto e na companhia da Raquel que já tinha retornado do hospital, com algumas saturações, olho negro mas felizmente nada de maior gravidade.

Domingo largamos mais tarde para a ultima etapa, normalmente neste dia já customo me sentir com meia medalha no pescoço, mas desta vez era diferente não tinha essa sensação por perto pois seria mais um desafio ,com o corpo exausto e uma bike difícil de pilotar, largamos e tivemos mais dois furos enquanto isso, Adauto comia e eu trocava câmera, remendava corrente etc etc, mas já estava completamente habituado a esta rotina. Um dia Adauto me falou, Mário "na terra do cego quem tem olho é escravo" ótimo lema e fui me adaptando com essa minha nova patente e vivemos os oito dias sobre esse lema, dentro da prova e fora da prova na maior harmonia rindo todo tempo e executando cada passo que surgia pela frente. No ultimo dia não foi diferente, apos 68 km a chegada surgiu na nossa frente e lá estávamos os dois dando as ultimas pedaladas para concretizar o objetivo, cruzar a linha de chegada da Cape Epic 2011 de tandem com meu parceiro de equipe Aduto Belli, conhecida por muitos como uma das mais duras provas de Mountain Bike foram 7777 km e 14000 de ascensão em 8 dias de luta, raça, determinação e muito espírito de equipe.

Meus braços, mãos, costas e calcanhares ainda não os sinto até ao momento, os joelhos tenho a sensação que fiquei ajoelhado por semanas, imaginem ficar sentado em cima de um selim hard tail sem mobilidade por oito dias, mais de sete horas por dia pedalando, o nosso tail foi dorido até sangrar literalmente, só fazendo para poder ter uma pequena noção do que exige um desafio como esse, mas como dizem, No Pain no Gain, o que conquistamos espiritualmente é eterno, uma experiência de vida que para mim não tem comparação nem dor que faça esquecer, conviver estes últimos 10 dias com uma pessoa como o Adauto Belli garanto para vocês que é um MBA de otimismos, força e determinação que não tem igual.

Parabéns a todos que tiveram na Cape Epic 2011 um ano que vai ficar na memória de muitos e um agradecimento especial a Weimar que nos incentivou neste projeto e a minha fiel escudeira e esposa Andrea que sempre me apoia e esta lá presente a todo momento.

Ao meu parceiro Aduto:

Obrigado por me fazer rir quando queria chorar: por me fazer lutar quando estava exausto; por me dizer que suas pernas tambem doiam, obrigado por tudo.


Brasil Soul MTB 

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People for bikes


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Conheço uns bikers assim...


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quarta-feira, 6 de abril de 2011

A África do Sul finalmente celebra o campeonato da Cape Epic

Foi apenas na oitava edição da maior ultramaratona de Mountain Bike do mundo que o povo sul-africano pôde saudar um compatriota no lugar mais alto do pódio. Mas se a espera foi longa a festa foi em dose dupla. Tanto no feminino quanto no masculino ciclistas locais celebraram o título épico.

Depois de 707 quilômetros em oito dias o local Burry Stander e o suíço Christoph Sauser da equipe Songo Specialized foram os melhores entre as 600 duplas. Os vice-campeões de 2010 dominaram a prova desde o prólogo no domingo passado conseguindo vencer 5 das oito etapas.


Largando na última etapa com quase dez minutos de vantagem sobre os rivais mais próximos eles administraram a vantagem fazendo uma corrida sem riscos. Chegaram em quinto lugar com 28hs44min44s ainda assim com uma folga de 7min08s em cima dos alemães Hannes Genze e Jochen Kaess da equipe Multivan Merida.
Enquanto Stander curtia o gosto do primeiro lugar Sauser relembrava o mesmo título de cinco anos atrás.


Burry Stander e Christoph Sauser comemoram a vitória épica


Também da Alemanha Karl Platt que compete desde a primeira edição e Stephan Sahm, estiveram longe de repetir os títulos de 2007, 2009 e 2010 da equipe Bulls. Ficaram na 3ª posição mas com desvantagem superior a 20 minutos em relação aos vencedores.

A primeira dupla a cruzar a linha de chegada no no feminino foi a inglesa Sally Bighame e a local Karien van Jaarsveld da USN. Apesar de terem vencido apenas uma etapa a equipe USN se manteve consistente durante toda a semana. Numa prova longa como a Epic a regularidade foi decisiva para o título. Sally e Karry superaram Eva Lechner da Itália e a suíça Nathalie Schneitter que venceram seis etapas mas tiveram um péssimo resultado no sexto dia.

César Moura e Sílvio Amorim foram os melhores brasileiros na classificação geral, em trigésimo oitavo. Com um ótimo trabalho de equipe fecharam o percurso com 34hs31min03s.

Na categoria master a Equipe Epic Brazil de Michel Bogli e Eduardo Soares ficou em décimo-sétimo, posição que valeu a 89º colocação no geral.


Mário Roma e Adauto Belli da Brasil Soul. Alma e espírito campeões


Adauto Belli é outro brasileiro que igualmente não esteve no pódio, não ganhou em nenhuma categoria, nem mesmo uma etapa. Mas Adauto é um vencedor. Um campeão. Belli é o primeiro deficiente visual brasileiro a concluir a Cape Epic. Juntamente com o português Mário Roma fez   a prova em uma bicicleta tandem terminaram a prova em 54hs22min12s
Sem enxergar curvas, pedras ou buracos cabia a ele pedalar e confiar no parceiro da Brasil Soul guiando e ditando o ritmo. Nenhum obstáculo ou peça quebrada tirou o bom humor da dupla.

Superaram tombos, empurraram a bike de 16 quilos em trilhas mais íngremes, trocaram catracas, pedivelas, pneus e corrente.

Mais que tudo isso. Renovaram a confiança, se reabasteceram de energia.Conectados por alma e espíriro, um elo forte criado pelo esporte. Elo muito mais resistente do que o elo da mais cara corrente.


ESPN 
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