segunda-feira, 11 de março de 2013

Bicicletada Pelada

Estacionaram na ciclofaixa compartilhou a foto de Bicicletada Floripa.
Acho que a combinação bicicleta + gente pelada + respeito é demais pra cabeça de um povo doente.  Por que protestar de bicicleta pelado/a?  Não ia me incomodar em responder ou explicar para cada pessoa que, com um comentário maldoso, condenou ou julgou os/as ciclistas que no sábado, tiraram as roupas, pintaram os corpos, e foram pedalar por mais segurança, mais atenção, mais paciência no trânsito.  Parti do pressuposto de que, quem critica, lê, busca informações, faz pesquisas, e por fim, critica e dá uma sugestão, e mais, toma alguma atitude para tornar as coisas melhores.  Comentários, críticas, diferentes tipos de opiniões são sempre possíveis, são saudáveis quando não agridem homens e mulheres, são importantes para refletir sobre novos modos, novas atitudes, novos conceitos e possibilidades. Todos tem o direito de falar o que quiser, sem dúvida, mas se informem antes, por favor.  Pois então meus caros e caras, para quem só bastou chamar de putas as mulheres que mostraram os seios, e chamar de tantos outros nomes os homens que se despiram e pedalaram sob suas bicicletas, explico, carinhosamente, por quê dessa atitude.  Todo ano, milhares de pessoas morrem em decorrência de acidentes de trânsito envolvendo automóveis, todos os dias, um ciclista é desrespeitado/a, atropelado/a e morto/a. Deve ter alguma coisa de errado. Bicicleta é o meio de transporte mais limpo, mais econômico, menos barulhento, agressivo, e mais seguro do que qualquer outro. Por que tantas mortes? Por que tantos ciclistas sendo vítimas da alta velocidade e desrespeito/a por parte de motoristas?  Sou ciclista, meus amigos/as são ciclistas, muitas pessoas podem ser ciclistas, e precisamos urgentemente que mudanças ocorram no estilo de vida nas cidades, já entulhadas de carros, de poluição, barulho e violências de todos os tipos.  Protestar pelado/a é uma forma de chamar a atenção, é mostrar o quanto estamos desprotegidos frente uma sociedade habituada com o estresse e a pressa, é nos fazermos ver, agitar, mexer, perturbar quem não quer nos enxergar nos cantos das ruas. E eu te digo, é menos perturbador um ciclista pelado/a do que um atropelado/a...  Não se preocupem, pedalamos pelados/as só um dia do ano, os outros 364 estamos com roupas, refletivos, capacetes, luzes, luvas, e quando nos vir, reduza a velocidade, respeite, cuide, tenha paciência. Seja amigo/a de um/a ciclista, seja um/a também.  Agora, para quem mesmo assim continua achando que tudo não passou de uma putaria (como ouvi pessoas dizendo) uma bagunça despropositada, faço mais um convite – carinhoso também: se informe, ame seu corpo, ame sua cidade, pare de só criticar e tome atitude e coragem, e tente mudar alguma coisa que você acredita para melhor. Depois vem andar de bicicleta comigo, e me conta se foi fácil.  Texto de Gabriela Grimm.

Acho que a combinação bicicleta + gente pelada + respeito é demais pra cabeça de um povo doente.

Por que protestar de bicicleta pelado/a?

Não ia me incomodar em responder ou explicar para cada pessoa que, com um comentário maldoso, condenou ou julgou os/as ciclistas que no sábado, tiraram as roupas, pintaram os corpos, e foram pedalar por mais segurança, mais atenção, mais paciência no trânsito.

Parti do pressuposto de que, quem critica, lê, busca informações, faz pesquisas, e por fim, critica e dá uma sugestão, e mais, toma alguma atitude para tornar as coisas melhores.

Comentários, críticas, diferentes tipos de opiniões são sempre possíveis, são saudáveis quando não agridem homens e mulheres, são importantes para refletir sobre novos modos, novas atitudes, novos conceitos e possibilidades. Todos tem o direito de falar o que quiser, sem dúvida, mas se informem antes, por favor.

Pois então meus caros e caras, para quem só bastou chamar de putas as mulheres que mostraram os seios, e chamar de tantos outros nomes os homens que se despiram e pedalaram sob suas bicicletas, explico, carinhosamente, por quê dessa atitude.

Todo ano, milhares de pessoas morrem em decorrência de acidentes de trânsito envolvendo automóveis, todos os dias, um ciclista é desrespeitado/a, atropelado/a e morto/a. Deve ter alguma coisa de errado. Bicicleta é o meio de transporte mais limpo, mais econômico, menos barulhento, agressivo, e mais seguro do que qualquer outro. Por que tantas mortes? Por que tantos ciclistas sendo vítimas da alta velocidade e desrespeito/a por parte de motoristas?

Sou ciclista, meus amigos/as são ciclistas, muitas pessoas podem ser ciclistas, e precisamos urgentemente que mudanças ocorram no estilo de vida nas cidades, já entulhadas de carros, de poluição, barulho e violências de todos os tipos.

Protestar pelado/a é uma forma de chamar a atenção, é mostrar o quanto estamos desprotegidos frente uma sociedade habituada com o estresse e a pressa, é nos fazermos ver, agitar, mexer, perturbar quem não quer nos enxergar nos cantos das ruas. E eu te digo, é menos perturbador um ciclista pelado/a do que um atropelado/a...

Não se preocupem, pedalamos pelados/as só um dia do ano, os outros 364 estamos com roupas, refletivos, capacetes, luzes, luvas, e quando nos vir, reduza a velocidade, respeite, cuide, tenha paciência. Seja amigo/a de um/a ciclista, seja um/a também.

Agora, para quem mesmo assim continua achando que tudo não passou de uma putaria (como ouvi pessoas dizendo) uma bagunça despropositada, faço mais um convite – carinhoso também: se informe, ame seu corpo, ame sua cidade, pare de só criticar e tome atitude e coragem, e tente mudar alguma coisa que você acredita para melhor. Depois vem andar de bicicleta comigo, e me conta se foi fácil.

Texto de Gabriela Grimm.


Fonte:
https://www.facebook.com/BicicletadaFloripa?ref=stream 


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Bicicleta feita de papelão com apenas R$20

bicicleta de papelão por izhar gafni
Nós do Somente Coisas Legais estamos sempre procurando ideias novas feitas de materiais ecológicos. O engenheiro israelense Izhar Gafni teve a grande sacada de utilizar o papelão, um material muito resistente, para fazer uma bicicleta barata e ainda mais ecologicamente correta do que ela já!
Depois de muitos testes envolvendo tamanhos, pesos, resistência do papelão, pintura, etc; ele chegou ao seu primeiro protótipo. Izhar garante que a bicicleta é duradoura e muito resistente, e que o seu custo é inferior a 10 dólares, ou cerca de R$20 na conversão de hoje. Veja abaixo fotos e um vídeo sobre essa incrível ideia: a bicicleta de papelão.

close da bicicleta de papelãoizhar gafni trabalhando working roda da bicicleta de papelão Israeli inventor Izhar Gafni holds his cardboard bicycle in Ahituv

 

http://somentecoisaslegais.com.br

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sexta-feira, 8 de março de 2013

P29BR 29ER WOMEN'S POWER / De sedentária a Atleta do Mountain Biking e Musa do P29BR

Conheça a inspiradora história de Franciely Teixeira.
Quem acompanha regularmente o site, sabe que o P29BR se consolidou como um veículo de temática primordialmente técnica, contudo neste Dia Internacional da Mulher nada mais oportuno que mostrar um outro lado mais humano da Cultura 29er, até porque que o Ciclismo é feito de grandes personagens, muitos deles do sexo feminino, gente como Franciely Teixeira, uma mineira de Araxá que encontrou na bike um meio para mudar radicalmente de vida e espalhar entusiasmo às pessoas que cruzam seu caminho.




A história ciclística da Fran, como é carinhosamente chamada pelos amigos, começa no mês de abril de 2012, na época em razão de uma sucessão de acontecimentos inesperados, ela caminhava a passos largos para uma depressão das mais sérias. Insatisfeita com seu corpo de 76Kg e percebendo que era hora de modificar sua vida por completo, encontrou no esporte a força necessária para uma volta por cima em grande estilo. Seu primeiro passo à redenção foi adquirir uma bike, um modelo simples e, segundo ela, muito pesado. "Minha falta de conhecimento me permitia achar aquela bicicleta era perfeita para o momento, na verdade foi, com ela fiquei alguns poucos meses, até sofrer minha primeira queda", conta a nova e obstinada ciclista. Na verdade o que poderia ser um fato desanimador se converteu em força extra para seguir em frente. Apoiada pelos vários amigos ciclistas e agora devidamente apresentada ao Mountain Biking, fazia nascer sua primeira "bicicleta de verdade", batizada de Josefina, a materialização de um investimento suado, resultado de grandes e suaves prestações, conforme declarações da animada proprietária.


"No início meu principal objetivo era utilizar a bike para ocupar a cabeça nas horas vagas e emagrecer, assim comecei a pedalar pelo menos 4 vezes na semana", comenta. Araxá conta hoje com um número considerável de ciclistas bastante ativos e organizados numa associação, a ACICLA, que frequentemente promove algumas grandes e épicas pedaladas, numa delas, a Cicloromaria realizada em agosto passado, estive presente. Durante os 160Km de pedal, me chamava atenção uma garota toda simpática que pedalava forte mesmo sem um equipamento dos melhores. Não tivemos a oportunidade de conversar durante o trajeto, mas fui saber que se tratava da Fran em seu primeiro grande desafio, evento que segundo ela, transformou em relacionamento sério a recente paixão pelos pedais. Daí em diante Franciely não parou mais, vieram sua primeira vez numa etapa na Copa Internacional disputada em dupla com o amigo e técnico Rodrigo Otávio, logo depois a alegria do primeiro pódio individual já na prova seguinte. O sucesso e a felicidade proporcionada pelo esporte contrastavam com preconceito e desinformação dentro de casa. Mais uma vez a brava Fran teve que mostrar sua determinação e contar com o apoio dos sempre presente amigos para vencer esses tabus domésticos e continuar no esporte.


Aquela máxima que diz "amizade é tudo" parece valer perfeitamente para Franciely. Junto com outra grande amiga, Ana Cláudia, teve a ideia de criar o “Pedal da Luluzinha”, projeto cujo objetivo era disseminar a cultura ciclística e promover o bem estar entre as mulheres na cidade e região. "Inicialmente nossa expectativa era promover um passeio para umas 15 ou 20 mulheres. Graças a Deus e a todo nosso trabalho de divulgação, tanto nas redes sociais, quanto num grupo no Facebook que já atingiu mais de 500 membros, conseguimos trazer muitas mulheres mais para a causa e consequentemente para o esporte", comemora Fran. Mesmo enfrentando uma árdua batalha para conseguir apoios para seus eventos, hoje já são mais de 160 mulheres pedalando junto em Araxá. A experiência com o "Pedal da Luluzinha" foi tão gratificante e mobilizou tanta gente, que novas ideias não paravam de brotar na cabeça da organizadora, uma delas, o "Pedal Beneficiente de Natal", arrecadou centenas de presentes para crianças carentes. É incrível o bem que um grupo de ciclistas engajados pode fazer à sociedade como um todo.

Chega 2013 e junto com o Ano Novo mais uma conquista, desta vez a brava Josefina dá lugar à esperada Judith, uma SCOTT Scale aro 29! Buscando melhorar seu desempenho e influenciada por uma fortíssima coletividade 29er na região, a mineira com 1.71m de estatura mergulha de cabeça no Universo da Rodas Grandes. Provando novamente que o aro 29 pode ser uma escolha adequada também às mulheres.


"Atualmente não conto com a ajuda de nenhum patrocinador, o que me leva às competições é a minha paixão pelo MTB e a vontade de cada dia me aprimorar nessa atividade apaixonante, sem deixar de lado, é claro, o firme compromisso de sempre levar o ciclismo a mais e mais mulheres", comenta. Já de 29er, Fran continua sua trajetória vencedora, agora ultrapassando as fronteiras do estado de Minas Gerais, voltando a subir no pódio em Goiás e São Paulo, se arriscando com sucesso inclusive em uma prova de Triathlon. Maravilhada com a performance de sua SCOTT com Rodas Grandes, garante estar super adaptada ao novo formato.


"Consegui me encontrar no mundo do Ciclismo, atividade que já é fundamental para minha vida. Sem contar nos inúmeros benefícios que me trouxe, as histórias de cada passeio, cada pedalada, cada trilha, emoções que vou poder levar comigo para sempre. Bom seria se todos pudessem praticar uma atividade física que realmente desse prazer, assim como meu esporte me dá. Antes eu era vista como uma pessoa qualquer na minha cidade, hoje faço a diferença, sou a “Fran que pedala”, a “Fran co-criadora do Pedal da Luluzinha”, a que não tem medo de se arriscar, que treina com os homens sem ficar em desvantagem. Sou a Fran que não vai parar por aqui, quero seguir pedalando e fazendo outros pedalarem".

Em menos de um ano foram 15Kg perdidos e centenas de amigos ganhos com a ajuda da bicicleta, além de muito carisma. De sedentária com uma vida estressante, Franciely Teixeira se tornou uma ciclista séria, uma modelo requisitada, uma cicloativista atuante e acima da tudo, uma pessoa mais feliz e caridosa, capaz de se doar por uma causa e pelo bem estar do próximo.


De acordo com os dicionários, a palavra "musa" vem de uma figura feminina emblemática na mitologia grega, a mulher que servia como fonte de inspiração, exatamente como Franciely Teixeira. Sendo assim, não seria exagero dizer que essa araxaense é a Musa do P29BR e de tanta gente! Que a força desta admirável mulher sirva de exemplo e incentivo a todos nós.

O P29BR deseja a você leitora, um Maravilhoso Dia Internacional da Mulher e Keep 29eriding!

 

http://www.29er.com.br/2013/03/p29br-29er-womens-power-de-sedentaria.html

[Site do meu amigo Adil Filoso, sumidade em 29er!]

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cannondale Flash F2 Lefty 19" 2011

Cannondale Flash F2 Lefty 19" 2011
Ups:
Cassete / trocador / câmbio diant. / tras. Sram X9 2 x 10
Freio Avid Ultimate branco
Corrente KMC titanium coated
Mesa Cannondale OPI
Pedivela FSA Afterburner 2 x 10

Quadro, rodas, amortecedor, guidão e canote originais.
Menos de 1.000 Km de uso
 10.7 Kg
TODAS AS MARCAS E PIQUES DA PINTURA NAS FOTOS 


R$ 6.800,00 




























quinta-feira, 21 de junho de 2012

Fora(s) do ar...


 


   Pedalo há mais de 20 anos. Parei, recomecei e abandonei várias vezes, nesse tempo. Vi a evolução das bikes BMX, depois a evolução das MTB, bem como as de speed, mas confesso que meu foco sempre foi o MTB e a liberdade que ele dá, os lugares que ele proporciona conhecer, as amizades que ele me fez ter... Nestes anos, pude ver a evolução do esporte, a evolução das bicicletas com um todo, a tecnologia se transformando e moldando os ciclistas, bem como ás suas “magrelas”, cujos valores se tornaram bem “gordos”.

   Sempre admirei quem pedala por amor, por esporte, mesmo abominando os doppings e os fracos que se submetem a isso, e acompanhei a revolução de não se pedalar somente por esporte, mas por que se gosta, mesmo. Quando era guri, pouco se viam os pedalantes por amor, fora os reais apaixonados, que viviam em cima da bike, pra cima e para baixo... eu era visto como “guri”, mesmo depois de me tornar adolescente, por amar as duas rodas, no verão e no inverno, e era até criticado. Não ligava, a bicicleta me levava a lugares que eu não ia com quatro rodas... pra mim, era o paraíso...

   Hoje, os tempos são outros. Já se pedala pra salvar o planeta, pra reduzir a emissão de gases poluentes, já se “pensa” a pedalada. Acho fantástico que a minha 1ª paixão, a bicicleta, tenha evoluído e tenha dado este salto, sendo colocada no altar da sustentabilidade. Esse é o lugar dela!

   Como os incentivos, pelo poder público, são sempre no sentido de termos mais carros atravancando o caminho, pois bicicleta não paga IPVA, pedágio, etc., começaram a aparecer as ciclovias, ciclofaixas e outras ciclos que não tem nada nem de uma, nem de outra... o poder público, em alguns casos, faz a tal ciclocoisa de forma equivocada, sem planejamento. Realmente, uma obra sem inclusão, sem ouvir o ciclista, enfim, um grande equívoco...

   É lógico que haverá uma evolução destas ciclocoisas e outras já funcionam como ciclovias de verdade, Sabemos de países da Europa e lugares aqui do Brasil onde a mobilidade através da bicicleta é um sucesso. Admito que é mais na Europa, mas podemos e vamos aprender com os exemplos deles...

   Aqui, na minha cidade, foi feita uma ciclovia. Mal feita. Uma ciclovia que não está sendo aproveitada e que, na época, alguns ciclistas gritaram a plenos pulmões que era uma obra mal feita e totalmente dispensável. Hoje, esta ciclovia destina-se ás pessoas, pois não existe calçada no local, então os caminhantes tomaram seu lugar. O engraçado nesta história é que já me disseram que a ciclovia não é ocupada pelo ciclista porque ele não quer, que a culpa de não ter dado certo é do próprio, não de uma malfadada ciclovia mal planejada e eleitoreira, inaugurada com alarde de mega estrutura...

   Agora, estão terminando uma ciclofaixa. Novamente, mal planejada e mal executada, ás vésperas de uma eleição, pra pegar desprevenido o eleitor que não entende de mobilidade urbana e que certamente vai achar que nós, os loucos de sempre, estamos esbravejando ódio contra tudo que o poder público faz... basta ter neurônio (sim, só um) pra saber que não é isso.

   O debate se acalorou, colocando ciclistas em ambos os lados, o que, para o processo democrático, é válido e vital. 

   No debate, posicionaram-se vários grupos, e deles, saíram outras ramificações... então, pude perceber que o brasileiro não tem nada porque não merece, porque não consegue se agrupar, porque não consegue ser humilde! Nos debates, pseudo-pensadores se colocaram como juízes, atacando de forma imbecil e imprudente os ciclistas que usam roupas coloridas, bicicletas caras ou coisas da moda. Puseram-se, ainda, alguns ciclistas “das antigas”, como acusadores e carrascos dos que eles consideram menos importantes por não pensarem como eles ou serem ameaças ao seu modo de viver, se colocando como “donos da bola”, por serem ciclistas mais antigos e assim donos da verdade. Se travestiram de ignorância, a ponto de se auto proclamarem iniciadores e líderes de movimentos maiores que qualquer um de nós... se achando sábios, se expuseram como tolos. Cerceando a livre-iniciativa, o livre-pensamento, o livre agir, pensar e sentir, os tolos cerceiam a LIBERDADE. Evocaram suas pedaladas, suas viagens, suas aventuras, SUAS e de mais ninguém. SUAS e somente SUAS, pois ninguém, para esse grupo, tem o direito de opinar em contrário, de ter voz, pois se elegeram “chefes” da coisa, “donos” do pedaço. Pobres vidas que levam, para ter que humilhar companheiros para poderem se exaltar... com certeza, são almas pobres, personalidades fracas...

   Abomino toda e qualquer castração de liberdade. Opino, me posiciono, esbravejo, mas é indispensável refrear a língua, ponderar, pensar realmente, coisas que os debates nos mostraram faltar a alguns... infelizmente, a multidão vai atrás, se tornando massa de manobra, a arma preferida dos déspotas... o poder fascina, corrompe. Todo o poder, até o ínfimo, pequeno, irrisório...

   Não, isso tudo não foi pra falar de ciclovias, ciclofaixas, ciclocoisas... foi pra lamentar que sejamos tão desunidos e tão ignorantes no que se trata de pessoas e liberdades. Foi pra lamentar mais uma vez que o “todo” não pode participar, somente quem tem a carteirinha do clube e que não seja, a priori, contra, questionador, pensante e que não use roupas coloridas da moda... ah! e que seja antigo, pois os novos não tem valor... Tolos! Subam em suas bicicletas e pedalem pra longe do convívio em sociedade! Ela não precisa de vocês! Ou aprendam a ouvir com humildade, isso sim é inclusão, isso sim é liderança...

   Esequiél Bovo Vieira