terça-feira, 4 de maio de 2010

Fixa em Moscou




Freio a disco para coroa


Você adoraria dar um skid, mas seus gambitinhos de saracura não conseguem parar os pedais?
Você gostaria muito de ter freio na sua bike, mas seu garfo de pista não tem furo para a instalação de freio-ferradura?
Quando você vai surfar e carrega a prancha debaixo do braço, ou equilibrando  três caixas de pizza de volta a casa os skids viram momentos de altissimo risco?

Seus problemas acabaram!

Com o novíssimo sistema de freios para coroa você vai solucionar o problema pela raiz, quando a questão for reduzir a velocidade.
Além da  possibilidade inteiramente grátis de nunca mais precisar de fio dental.
E para os primeiros 20 interessados, uma exclusiva caixa de dentadura que garante o frescor dos seus novos dentes-fixos durante a pedalada.

Um Tomato recheado...de novidades.

O P29BR recebeu do framebuilder Fabio Yoshimoto um exemplar da Saga Tomato 29 montado com grupo Shimano Deore 2010 acompanhado de duas grandes novidades para o biker brasileiro interessado em aro 29": a suspensão RST M-29 RL e os pneus CST Critter 29x2.1. Em relação à bicicleta da Saga não preciso nem me alongar, independentemente da montagem, continua a mesma 29er de sempre, confortável e ágil. O destaque especial fica para os dois novos itens que fizeram bonito nas trilhas e prometem repetir o sucesso entre aqueles que necessitam de componentes eficientes a um custo acessível.

Foi com satisfação que recebi o modelo 2010 da RST M-29. Já havia experimentado em 2008 outra versão dessa suspensão, na ocasião fiquei bastante impressionado com seu desempenho, entretanto o produto praticamente sumiu das prateleiras americanas no ano passado, agora o M-29 voltou. O garfo da RST para cross-country, exclusivo para rodas de 29 polegadas, conta com 80 mm de curso e robustas canelas de 32mm de diâmetro. 180mm é o máximo diâmetro permitido para o rotor de freio. A pré-carga de ar pode ser regulada a partir do topo da canela esquerda, usei 90 psi para suportar os meus 75 Kg, calibragem suficiente para garantir uma curva de funcionamento progressiva e permitir a utilização do curso em sua totalidade. Estão disponíveis ainda ajustes de retorno e compressão. O M-29 já apresenta um offset específico para as 29ers, 44 mm.

Pessoalmente, não escondo de ninguém o fato de que prefiro componentes do tipo "regule e esqueça". Me agradam as suspensões com sistemas de plataforma estável que permitem setar um nível de sensibilidade, não desperdiçar energia nas subidas e ainda assim funcionam com propriedade nas descidas. Ao contrário, a operação do modelo da RST difere bastante desse preceito, é muito dependente da trava de guidão SRL, entretanto é aí que está o diferencial do M-29 RL.

A trava Smart Remote Lockout (SLR) é talvez a melhor do mercado. Apresenta um design muito bonito, uma pegada ergonômica e pode ser montada com total liberdade em qualquer um dos lados do guidão, inclusive com a alavanca montada para baixo ou até mesmo na horizontal, fica ao gosto do bike-freguês. A suspensão RST dispõe ainda de um eficiente circuito de blow-off, que apesar de não possuir a sensibilidade ajustável, quando travado permite algum movimento no garfo em caso do piloto se deparar inesperadamente com alguma irregularidade, evitando danos às partes internas do equipamento...e aos braços do biker.

No geral, considero a RST M-29 RL superior aos principais produtos de linha intermediária de outras marcas mais famosas. Trata-se de um garfo definitivamente pensado e bem projetado para as 29ers, pesa em torno de 2Kg e tem um preço sugerido ao consumidor na casa de R$ 1.200,00.

Acompanhando a RST M-29 na Saga Tomato 29, estão os pneus CST Critter 29x2.1, outra grata surpresa. A CST faz parte do mesmo grupo que detém a marca Maxxis. De acordo com a própria fábrica, os produtos CST possuem a mesma qualidade encontrada nos Maxxis, entretanto em foco está a durabilidade, antes da preocupação com o peso como ocorre com a linha da irmã mais famosa. A filosofia da CST prega que o entusiasta não necessita necessariamente empenhar mais dinheiro em pneus de competição se pode contar com um produto confiável que se comporta na terra igual ou quase que tão bem quanto um modelo custando mais que o dobro do seu preço.

O Critter possue três linhas distintas de cravos, os laterais são proeminentes e garantem segurança em curvas, já os centrais espaçados se comportam bem nos terrenos com pedras soltas, não oferecendo resistência exagerada à rolagem. O resultado é um pneu "honesto", que se comporta bem em variados tipos de terrenos, superando inclusive alguns modelos mais caros. Na produção dessa categoria de pneus as tolerâncias são maiores, os dois exemplares testados apresentam pesos distintos, 750 e 780 gramas. De acordo com o site do fabricante, 700 gramas.

Se fosse possível realizar um teste cego de pneus, estou certo que os CST seriam a escolha de muitos proprietários de 29ers. O preço de venda do CST Critter 29x2.1 gira em torno de incríveis 65 Reais.

Durante o período em que a Saga Tomato esteve por aqui, a bike foi testada com sucesso em competição pelo piloto Fabio Mazotti. Correndo sob as cores da Sport Bike SR e do P29BR, Fabio subiu ao pódio no Desafio de Mountain Bike na cidade paulista de Capão Bonito e se disse muito impressionado com o desempenho da Tomato numa prova de alta velocidade média como essa.

Forte. E, infelizmente, real. Muito real. Pensemos nisso...

Uma das maiores empresas de marketing do mundo, resolveu passar uma mensagem através de um vídeo criado pela Transport Accident Commission e que teve um efeito drástico na Inglaterra. Depois desta mensagem, 40% da população da Inglaterra, deixou de usar drogas e se alcoolizar pelo menos nas datas comemorativas.




domingo, 2 de maio de 2010

Scott 29 - Primeiro Teste

Incrível!
Foi isto que eu avaliei no primeiro teste com a Scott Scale 29 - uma bike com rodas 29 polegadas...
Fiz o Test drive no dia 1º de maio, procurei subir, para ver se a roda 29 ia "amarrar" a bike, peguei asfalto, pra ver como era e me joguei morro abaixo... (bom, morro abaixo, ela é uma loucura!!!)
Fiquei bastante empolgado com a "Verdona"...

No dia 1 de maio, o meu dia (rsrsrs) fui fazer a primeira pedalada com uma bike de rodas 29".
Sim! Mountain de rodas 29". As 29er, Niner, Two-niner ou simplesmente bike de rodas grandes... acredito que vamos ouvir falar muito destas bikes ainda...
A equipe Gary Fisher está usando elas, como já postei aqui mesmo, no meu, no seu, no blog dos Póilama Bikers! (que, na verdade, sou só eu...)
Bom, chega de história. Vamos ao que interessa; o teste.

Saí cedo de casa, com um friozinho de "renguear cusco", neblina muito forte e tals... preparo pro nosso querido inverno!
Subi o morro do Spa (vilhão da Festuva) e levei o primeiro susto! A bike é muito pesada pra subir! (calma, você que pensou: eu sabia!) pensei (erroneamente, agora sei) que era mau negócio, mas fui adiante. Antes de descer a estrada do 30, entrei na trilhazinha (trilhazinha, não tiazinha) à esquerda e mudei completamente meus conceitos de bikes mountain. A 29 é um caminhão Bitrem, como diz o Cleiton. Ela simplesmente passa por cima de tudo, tem o impacto com o solo reduzido em muito, muito mesmo, e além disso tudo, é extremamente ágil! Com barro na cara e com a boca nas orelhas, fui para o lado do Roda. Mais uma descida boa, para ver o que ia dar...
Na descida, ela é uma coisa extraordinária. Não, não é empolgação de iniciante. Ela, além de "engolir" os obstáculos, ganha velocidade muito rápido e não para de acelerar! Desci como nunca tinha descido ali, naqueles "morrinhos". A bike é segura, passa segurança, faz a gente querer mais e mais dela e ainda é extremamente ágil! Lugares onde antes eu tinha receio de ir ao limite, com ela eu fui!

Passada a euforia de descida, pensava na subidinha que tem logo em seguida e sai no Roda. Não é forte, mas pensava que como eu tinha sentido ela pesada para subir os pavilhões, ia sofrer naquela subida que vinha despontando. Sofri um pouco, é verdade, mas isto é totalmente compensável pedalando de pé. A grande vantagem das bikes aro 29 é que elas ganham terreno muito mais rápido que as aro 26. Segundo Adil Filoso, do site projeto29brasil.blogspot.com, o ganho com a pedalada completa nas 26" é de 1,35 mt (aproximadamente). Nas bikes aro 29, o ganho é mais que 1,5 mt! Então, ela pode parecer mais pesada num primeiro momento, mas o ganho em mts compensa isso, lembrando também que pedalando de pé, o sofrimento fica menor (comentei isso porque era um biker que pedalava pouco de pé - coisa de barrigudo preguiçoso).

Vencida a primeira, ou a segunda subida, fui descer pra S. Giácomo. Uma loucura! A bike 29 é, como já comentei, extremamente confortável, mas muito ágil! Todos conhecem a expressão "é um Landau" ou "é um Galochão". Pois é isto mesmo! Ela deixa o biker muito confortável, pois absorve muito mais o impacto que uma bike 26 e, o modelo que estou usando, com quadro M, é rápida e agressiva... comparando com as outra bikes: com a Scott Genius (carbono) - eu não vou dizer que ela absorve mais o impacto que a Genius, pois a Genius tem uma suspa traseira extremamente eficaz e perfeita! Totalmente aberta, com 150 mm, controle de tração, com a meia regulagem e finalmente, rápidas escaladas com a suspa trancada, mas, posso dizer que a bike 29 chega bem perto! Quem tem bike full e puder andar com uma 29, vai saber do que estou falando! Não é exagero! Eu fiquei impressionado com a confortabilidade de pedalar a Scott Scale 29. 

Continuando o comparativo: com a Viccini (estou comparando com as minhas, não estou dizendo que elas são melhores que as suas! rsrsrsrsrs). A Viccini (carbono) é uma bike arisca, ágil (quadro 19), mas confesso que não "radicalizei" tanto com ela, como com a Scott Scale 29. No meu comparativo, a Viccini suporta bem o impacto dianteiro, pois uso uma suspa Fox 120 mm, mas ela transfere toda a pancada atrás, o que não acontece com a Scott 29. Quero dizer com isso que ela (Viccini) é diferente, muito diferente da Scott Scale 29, não há comparação. Se tivesse que escolher entre as duas, ficava com a Scott Scale 29...
Uma coisa que, pensando depois, para escrever um relato verídico, foi que nas primeiras subidas, senti a diferença de peso, pois antes pedalava uma bike com 10 Kg e uns quebradinhos, um pneu estreito, com garra baixa, de fácil rolagem. Quando peguei a Scott Scale 29, estava pedalando com uma bike de 12 Kg, com pneu bem largos e com cravos, os excelentes Schwalbe Racing Ralph, que queira ou não, foi uma mudança acentuada de setup de bike...
Finalizando este primeiro relato, o que tenho a dizer é que a Scott 29 é uma bike incrível, que impressiona pela facilidade com que ultrapassa pedra, buracos, troncos, valetas, etc. tudo que temos nas nossa estradas e amamos!
Ela é uma bike que parece um tanque de guerra, mas que ao pedalar mostra-se robusta, confortável, segura, ágil e nervosa!!! Eu sei, parece que não pode ter tudo isto numa bike, mas na Scott Scale 29 tem! Foram os 60 Km mais "diferentes" que já pedalei, ela é uma ótima escolha e acredito que vai me dar muitas alegrias ainda!
Na semana, vou fazer mais relatos. Se você se interessou, logo poderá saber mais detalhes dos meus "test-drives" da bike aro 29, a Scott Scale 29, ou, pros íntimos, "Verdona".


Coisas engraçadas:

Encontrei um biker que disse: "peraí! tem alguma coisa errada com a tua bike"

Logo depois do primeiro teste, parei e fiquei olhando alguns minutos, tentando entender porque ela era tão confortável. Desisiti. Engenharia não é meu forte, aí, fiz o mesmo trajeto três vezes, (quem não tem cabeça, tem pernas) pra ver se eu não estava anestesiado de frio...

Eu parava, de tempo em tempo, para ver se REALMENTE os pneus estava cheios, pois eu insistia em passar nos piores lugares, e era ainda assim, bem confortável...

Passei o dia "torcendo" o punho... rsrsrsrs (ando com o Gripshift há mais de 10 anos!)


E a última, não tão engraçada: quase fui atropelado! Mas não fiquei brabo, porque, afinal, tinha esquecido de levar meu farol de neblina...


Era Wilson!


Esequiél

P.S. Upgrades que fiz nela: guidão Rise Ritchey Carbon, mesa Truvativ (pra ficar mais "lançada", canote carbono (porque era mais comprido), banco (selim) e cassete Sram PG 990, além dos rotores que foi só de frescura, mesmo! rsrsrsrsrs
Na próxima, vou testar com guidão reto e bar-ends.



Em imagens a nova 29er da Scott.

Acaba de chegar ao mercado mundial, incluindo aos revendedores Scott no Brasil, a primeira bicicleta com rodas de 29 polegadas produzida por uma das marcas de maior prestígio em nosso país.


A parte inicial da já tradicional sessão de testes do P29BR começa com o registro detalhado da Scale 29er.

A Scott aparentemente desenvolveu sua 29er partindo de pesquisas e preceitos próprios, suas medidas são muito particulares, com destaque para os chain stays curtos, o seat tube curvado e a suspensão com 100mm de curso.


Um dos chain stays mais curtos entre as modernas 29ers pôde ser obtido através de um interessante seat tube curvado.


Os tubos hydroformados de perfil variável somados à um grafismo espetacular, conferem uma aparência única à Scale 29er.


Top tube visto de cima, perfeita combinação de cores e formas.


Estilo até na parte interna do chain stay esquerdo.


O câmbio traseiro é um Shimano XT Shadow, combinado com um cassette 11-34, corrente HG-53 e um câmbio Deore na frente.


O cassette HG-50 vem montado com um protetor de raios.


Trata-se de algo às vezes negligenciado por outras marcas, mas o protetor de chain stay Scott é item de linha.


Detalhe do pedivela Shimano FC-M542 de eixo integrado.


A Scale 29er vem de fábrica com pedais de encaixe Shimano PD-M505.


O selim é um confortável modelo da Scott, montado sobre um canote 31.6 da própria marca.


O belo guidão de 660mm e a mesa também carregam o nome da Scott.


Na dianteira uma das particularidades da bike, uma linda Rock Shox Reba SL customizada em branco e verde, com 100mm de curso e trava no guidão.


A coroa do garfo também na cor branca confere ainda mais estilo ao conjunto.


Os pneus de triplo composto Schwalbe Racing Ralph, apesar do perfil alto e do grande volume, são leves e de alto desempenho.


Detalhes dos cravos do Racing Ralph 29x2.25.


Os pneus Schwalbe estão montados em aros DT Swiss 485D, produto de alta qualidade, também customizado com detalhes na cor verde.


O conjunto de freios é o modelo Elixir 5 da Avid, confiáveis e fáceis de regular.


A frenagens mais fortes são garantidas pelo rotor dianteiro de 185mm.


Nas próximas semanas a segunda parte deste teste e minhas impressões sobre a belíssima Scale 29er da Scott.

Keep 29eriding


Projeto 29 Brasil

(pra quem é de Caxias e região, tem lá no AlencarJeremias Bike Center)

A minha não faz isso! rsrsrsrsrsrs